quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sob os hábitos da leitura

“O livro não transforma o mundo. Quem transforma o mundo são as pessoas. O livro transforma as pessoas.”
Estudos recentes da Unicef revelam certa preocupação com o hábito da não leitura em todo o mundo e, em particular, nos países pobres ou emergentes. Pesquisas mais profundas deduzem que um trabalhador em idade adulta terá mais dificuldade em adquirir este hábito; não sendo, no entanto, impossível que ele estabeleça um vínculo com o mesmo, pois a convivência entre ambos poderá introduzir o prazer pela leitura.
O Projeto “O livro na cesta...” vê com profunda preocupação a não inserção da educação através de incentivos, projetos, programas, etc. por parte oficial do estado, que conduzam o cidadão a descobrir as “riquezas” do livro, mas, louva a gama de militantes, quer seja nas universidades, associações, ONG’s, voluntariosos, que cuidadosamente introduzem suas visões do quê poderá ser um mundo sem leitores e com leitores.
Pensando nos leitores jovens e futuros leitores, aparece, a seguir, a preocupação premente com a educação, durante a infância, a pré-adolescência e adolescência, e para isso, o projeto pensou a estratégia de enriquecer a cesta básica alimentar (cesta, ticket, vale refeição, etc.), introduzindo também um livro infantil ou infanto-juvenil, mas, tudo isso só surtirá frutos se no patriarca ou matriarca da família despertar a consciência que o mundo nunca é o mesmo mundo de outrora, sua mutação é constante e nesta nova fase do sistema capitalista (neoliberalismo), cada ser deverá se reciclar urgentemente sob pena de não colher as messes; que são os benefícios da riqueza criada pelo homem, e com isso, perpetuar o mundo de pobreza e exclusão criado por nossos pais.
Para gostar de ler desde sempre, o projeto “O livro na cesta e bola na rede” acredita que o melhor exemplo só poderá partir dos pais (principalmente). A seguir, a necessidade deste exercício (leitura e escrita) virá incentivada pela própria sociedade, redimensionando-o com projetos na divulgação, sugestões e participações ativas com apoios diretos às oficinas, doações de materiais (livros, papel, caneta, etc.) e as estruturas para o caminhar deste programa educacional na realização do “novo homem.”

Algumas dicas para gostar de ler

Crianças
Que os pais leiam com, e para seus filhos.
Que os pais levem para suas casas: livros, papel, caneta.
Na primeira infância já podemos nos familiarizar com os livros.
Entre 0 e 4 anos, livros só figurativos.
Após os 4 anos de idade, só livros muito figurativos com poucas ilustrações.
Entre 6 e 9 anos; livros, revistas, quadrinhos, etc. com ilustrações.
Após os 9 anos de idade, a criança, acompanhada por seus professores ou especialistas nesta área, estaria apta para vôos mais altos, não apenas leriam mais, capacitadas pelo exercício prazeroso, e constante, interpretaria suas leituras pela vivência dos próprios textos que ela criara.
Obs.: Um país com muitos leitores, terá potencial para moldar muitos e bons escritores, os descritores re-engenham um ótimo lugar para vivermos.

“Quem escreve um livro constrói um castelo. Quem o lê habita-o”.
Elias Elliot
Lutar por ideais

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